5.23.2005

SONETO DE VINTE E QUATRO DE MAIO DE DOIS MIL E CINCO

Que de tudo eu sei, que o mundo continua girando em torno do sol,
Que jornais e revistas e estações de rádio e tv publicaram aquilo tudo,
Que gente se abraça e se mata por aí,
Que há automóveis e cientistas que insistem que retas são curvas de raio infinito, o

Que faz o universo capotar de vez em quando,
Que há corruptos e ditadores, alguns, inclusive, soltos, alguns, exclusive, presos,
Que amanhã será dia e depois será noite,
Que se chover vamos usar nossos guarda-chuvas de manhã e perdê-los à tarde,

Que se fizer sol e tivermos emprego trabalharemos e
Que sem emprego assaltaremos um banco ou deitaremos em outro ou sentaremos naquele
Que nos deixará esperando por uma entrevista,

Que de tudo isso eu sei, mas, hoje, só queria dar parabéns aos meus amigos
Que vão completando cinqüenta anos, parabéns, Murilo, Dr. Murilo Drummond,
Que eu tenha a mesma sorte de novembro próximo descobrir por e para quê tantos quês.

Um comentário:

M.D disse...

Conheci o inspirador da poesia muito,muito pequenino. Trata-se de uma boa pessoa. È verdade, a vida rolou com muitos quês e porquês, mas isso só o fez crescer, abrir um mundo que parecia sermeio sem graça. E de todos os quês e porquês, rolou algo bem maior do que os anseios mais precoces: meus amigos.
Mario, obrigado por sê-lo.
MD
P.S: felipe me ajudou na tecnologia.