3.07.2008

NOTÍCIAS DA DINAMARCA

O clima tem andado instável. A bolsa, estável. O dólar, até o fim do ano, estará valendo menos que nossa moeda. Renato Machado continua provando vinho, inclusive pondo o nariz dentro da taça. O programa Saia Justa ainda não passa na estação Maria, Maria, que não vive, apenas agüenta, mas essa é uma canção antiga e, depois, Maria, Maria não mora na Dinamarca. Diogo Maynardi continuará morando na antiga capital da Dinamarca, vai votar no John McCain e lutar no Iraque, morando em Veneza.

O programa Big Brother está novamente no ar e muitos dinamarqueses assistem, com grande preferência pelo paredão. Fidel Castro saiu de cena; por isso, alguns ficaram alegres, outros, tristes. Isso prova que nós, dinamarqueses, somos pessoas com opinião própria, muito embora existam veículos de comunicação que são chamados Formadores de Opinião – e, de fato, necessário admitir que, dentre nós, há os que portem antenas de tv nas respectivas testas, outros, cabos fazendo as vezes de rabos, e outros ainda que, quando abrem suas bocas, nos mostrem, ao invés de dentes e palavras, a capa e a contra-capa de uma revista. Isso sem esquecer os que tomam café com nosso rei-presidente, geralmente em lugares longínquos ou montanhosos dessa nossa imensa Dinamarca.

Os filmes Tropa de Elite e Meu nome não é Johnny contam um monte de mentiras e essa história de bombas em jogos de futebol no sul-maravilha da Dinamarca evidentemente que não é verdadeira. Se nossa tv estatal já estivesse no ar, nada disso seria divulgado, porque, nela, só a verdade será transmitida.

A tv aberta mostra umas barbaridades de vez em quando, mas, logo em seguida, transmite um pronunciamento do nosso rei-presidente nos tranqüilizando, pondo a culpa em quem de fato a tem: a ignorância do povo, a classe média e as elites (não confundir com a da supra referida Tropa) - verdadeiros anacronismos deste nosso país.

Dona Marisa é que está certa: em boca fechada, não entra mosquito – embora, como se saiba, na Dinamarca não haja mosquitos. É que – Dona Marisa sabe muito bem - prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Já o marido dela, nosso rei-presidente, que antes não sabia de nada, agora sabe de tudo e diz com todas as letras que a porrada – sic – come solta nos presídios deste país. Há algo de podre no reino da Dinamarca? É claro que não: Sheakspeare nem dinamarquês era.

Aquele senador continua no Senado, pois lugar de senador é no Senado, embora o padrinho dele, ex-presidente, tenha se retirado para escrever suas memórias, as quais, se a nossa não falhar como de praxe, deverá trazer atos de grandeza - algumas, inflacionárias, outras, inflamatórias; pois, por exemplo, seu genro talvez não se tenha lembrado de esterilizar aquele dinheiro que apareceu dentro de um cofre e que depois desapareceu, já que nossa mídia, competente e dinamarquesa que é, nunca mais falou a respeito.

Na longínqua América do Sul há uma ameaça de guerra, mas nosso rei-presidente – que talvez permaneça no cargo por mais alguns anos, a depender do que for noticiado na tv aberta e na estatal e do que ele disser durante seu café da manhã - intermediou o diálogo entre as nações em conflito; por causa desta intermediação é que já está garantido que não haverá guerra nenhuma. Um pouco de se estranhar é que aquele amigo dele de boina vermelha que fala pelos cotovelos tenha mandado umas tropas para a fronteira daquele outro país, como é mesmo o nome?, que fica tão longe da Dinamarca que a gente nem se lembra. Aquele continente é muito complicado, tem FARCS, traficantes, ih, nem é bom falar. Os indicadores econômicos e o índice de aprovação do nosso rei-presidente bem demonstram: tudo vai bem na nossa Dinamarca. O clima é que tem andado instável.

2 comentários:

Regina disse...

Este é o Mário...
E a Dinamarca é longe daqui, aqui mesmo...
ADOREI!
(mas não precisavas ter falado do Maynardi. O melhor é ignorar completamente a criatura asquerosa...)
bj

Anônimo disse...

Salve Mário!!!

Nesta tua Dinamarca acontecem muitos fatos que não ocorrem apenas nela: dólar que baixa; drogas e corrupção; violência em estádios de futebol; et cetera, et cetera... A diferença é que vivemos nesta e nela sentimos não apenas as idiossincrasias 'dinamarquesas', mas algumas mazelas dos seres humanos de quaisquer latitudes...
Abraço,
Aldo